“VOCÊ SABIA QUE CAMPOS GERAIS JÁ TEVE UM QUILOMBO?”
O advogado e pesquisador da História Mineira, Tarcísio José Martins, em seu livro "Quilombo do Campo Grande - A História de Minas Roubada do Povo", trouxe a lume fatos, documentos e abordagens inéditas não só sobre nossos quilombos, mas também sobre a própria história das Minas Gerais colonial.
Segundo notícias deste pesquisador, o Quilombo do Campo Grande, tão importante quanto o de Palmares, não era um quilombo comum, como sempre imaginaram os historiadores que até hoje trataram do assunto. E destaca alguns pontos interessantíssimos, nunca levantados por outro historiador.
Destaca, por exemplo, que o Campo Grande era maior que Palmares, pois, enquanto aquele estado-quilombo nordestino só tinha 9 núcleos ou vilas, o Campo Grande chegou a ter cerca de 27 vilas ou núcleos, sendo que, em 1759/1760, ainda tinha mais de 20 povoações esparramadas pelo Alto São Francisco, Alto Paranaíba, Triângulo, Centro-Oeste e Sudoeste de Minas.
No livro, o autor menciona um desses núcleos como pertencente a Campos Gerais, conforme os trechos a seguir:
“Quilombo ou arraial da Boa Vista I localizava-se onde hoje ainda se acha o mesmo topônimo, ao sul do atual Município de Campos Gerais, que já se chamou Nossa Senhora do Carmo do Campo Grande. A localização deste quilombo soterrou a farsa de que a guerra de 1746 tivesse ocorrido contra o Ambrósio II de Ibiá”.
“Voltando ao Campo Grande do Sudoeste. Entre outubro e novembro de 1760, Antônio Francisco França, juntamente com Diogo Bueno, é encarregado de pesquisar ouro no Campo Grande. Saíram da Povoação dos Buenos (hoje, município de Carrancas) e foram se arranchar no destruído Quilombo da Boa Vista I, provavelmente no extremo norte de Campos Gerais, entre Campo do Meio e Boa Esperança”.
Para conhecer a História do “Quilombo do Campo Grande - A História de Minas que se Devolve ao Povo” acesse o endereço abaixo, no qual encontra-se publicado o resumo do livro - Http://tjmar.sites.uol.com.br/principal.htm