03/03/2011
Alfenas proíbe serpentina metalizada

O prefeito de Alfenas, Luiz Antônio da Silva, assinou ontem (01), decreto municipal de nº 383, que proíbe o uso da serpentina metalizada nas comemorações públicas inclusive no carnaval, mesmo em ambientes internos e externos. A partir da tarde de hoje (02), com a publicação do decreto, fiscais da prefeitura iniciaram a fiscalização nas lojas que comercializam os materiais e se estenderá também durante as comemorações do carnaval e o alvo da fiscalização será o uso pelos foliões.

Devido aos acontecimentos ocorridos no pré-carnaval na cidade vizinha, de Bandeira do Sul, várias cidades do sul de Minas como: Poços de Caldas, Muzambinho e Cabo Verde adotaram essas medidas de prevenção, proibindo o uso e a comercialização de serpentina metalizada. O decreto foi assinado três dias após o acidente que matou 15 pessoas eletrocutadas e deixou mais de 50 feridos no município de Bandeira do Sul, onde o produto provocou um curto-circuito na rede elétrica. O material pode ter sido o causador do acidente em um cabo de média tensão, que se rompeu e encostou em um trio elétrico. Os foliões do carnaval antecipado daquela cidade que estavam no caminhão receberam uma corrente de cerca de 8.000 volts e aconteceu o trágico acidente que comoveu não só a região do Sul de Minas como o país, por meio de veiculação dos telejornais diários.

Ontem, a Assembléia Legislativa aprovou requerimento para exigir um veto em definitivo ao produto, através de seus deputados que se posicionaram a favor do recolhimento de serpentinas metálicas das prateleiras do comércio e a Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte aprovou em caráter de urgência, o envio de solicitação ao Procon Estadual e ao Instituto Nacional de Metrologia, Imetro - Normalização e Qualidade Industrial para adoção das medidas a serem tomadas, no âmbito estadual e a proibição do produto.

Após estes acontecimentos, o decreto da Prefeitura de Alfenas, foi além e proíbe a distribuição, venda e uso, mesmo que de efeito visual, de serpentinas metalizadas, confetes metalizados, lança-serpentina entre outros objetos similares, em comemorações públicas, em ambientes externos, dos festejos carnavalescos de 2011, na Praça Getúlio Vargas e demais locais públicos do município.

 

Serpetina Metalizada


Artefato formado por um tubo de ar comprimido com aproximadamente 20 cm além de confetes e ou serpentinas feitas de papel metalizado. Ao acionar a base do tubo no sentido anti-horário o conteúdo é liberado. Em média, esses equipamentos conseguem lançar confetes até oito metros de altura, mas há modelos mais potentes que alcançam 30 metros. As informações que constam nas embalagens, geralmente, são de que o material não contém pólvora ou outro componente perigoso. Alguns fabricantes alertam na embalagem, que o uso não deve ser feito próximo à rede elétrica. Vários modelos não constam sequer o selo do Instituto Nacional de Metrologia e o Inmetro - Normalização e Qualidade Industrial.